A televisão era um lugar de encontro
Um console na sala não ocupava apenas uma entrada da TV. Ele entrava nos horários, nas conversas e nos acordos de quem morava ali.
MEMÓRIA, JOGOS E VIDA COTIDIANA
Antes de virar coleção, o videogame ocupou a sala, passou de mão em mão e entrou nas conversas. Reunimos pistas do cotidiano para contar a cultura dos jogos no Brasil por outros ângulos.

Um console na sala não ocupava apenas uma entrada da TV. Ele entrava nos horários, nas conversas e nos acordos de quem morava ali.
A decisão começava antes de apertar qualquer botão. Capas, recomendações e disponibilidade formavam um pequeno sistema de descoberta.
Senhas, mapas e tentativas cabiam em folhas que raramente recebiam o mesmo cuidado dedicado aos jogos. Esses papéis guardam modos de aprender.
Quem estava sem o controle também acompanhava decisões, erros e descobertas. Assistir podia ser uma forma ativa de entrar no jogo.
Nem sempre o nome usado na conversa coincide com o título da embalagem. Um apelido pode guardar uma lembrança coletiva difícil de encontrar numa busca.
Antes de virar coleção, o videogame ocupou a sala, passou de mão em mão e entrou nas conversas. Reunimos pistas do cotidiano para contar a cultura dos jogos no Brasil por outros ângulos.
Entre o objeto e a lembrança, há espaço para novas perguntas. Observamos o que está visível, registramos a origem da informação e deixamos claro o que ainda precisa ser descoberto.
Conte sua história →Uma fotografia antiga mostra mais do que a quantidade de jogos. Ela pode registrar uma organização que deixou de existir.
Uma sessão pode ser lembrada com carinho mesmo quando não houve vitória. O valor do encontro nem sempre cabe no progresso salvo.
Passar o controle era também passar a responsabilidade pelo próximo movimento. A troca podia ter regras próprias.